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MANÁ DA SEGUNDA -24 de março de 2008
Dez anos servindo as comunidades empresarial e profissional
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Servindo a Deus no Mercado
Por Robert J. Tamasy
Rick Boxx escreveu recentemente sobre o impacto que lhe causou o filme, “Amazing Grace” (Maravilhosa Graça), que conta a história do estadista britânico William Wilberforce e sua heróica cruzada contra a escravidão na Inglaterra. Também assisti esse filme e gostaria de tecer minhas observações.
No filme, depois de intenso encontro com Deus, Wilberforce fica pensando se devia abandonar a promissora carreira política em favor de sua busca espiritual. C onvidado para uma reunião com companheiros abolicionistas, um deles observou: “Sr. Wilberforce, compreendemos o problema que o senhor enfrenta de escolher entre a obra de Deus e sua missão de ativista político”. Outra pessoa acrescentou: “Humildemente sugerimos que o senhor faça as duas coisas”.
Wilberforce consultou seu mentor de longa data, John Newton, autor da conhecida música, "Maravilhosa Graça" (Amazing Grace), que concordou com a observação e o desafiou a abraçar, ao mesmo tempo, suas convicções espirituais e sua carreira política.
Uma campanha feroz está em curso enquanto eleitores americanos se preparam para eleger um novo presidente. Discussões similares estão ocorrendo nos Estados Unidos: Que papel a fé desempenha no exercício da política, se é que isso ocorre mesmo? Deveria haver "separação entre Igreja e Estado" também em nível pessoal ou as convicções espirituais de cada um interferem necessariamente no exercício de seu cargo e sua liderança?
Cada um que persegue uma carreira no meio empresarial e profissional deve responder à mesma pergunta. Deve nossa espiritualidade ser mantida à parte do exercício de nosso trabalho ou nossas crenças devem influenciar como e o que fazemos? Faz muitos anos que optei: minhas crenças espirituais e convicções pessoais não podem ficar separadas do que sou como jornalista, escritor e líder empresarial.
Pense nisso assim: o ateu vive e age de acordo com a crença de que Deus não existe. Assim, não tem que prestar contas no âmbito divino. Vive de acordo com seu próprio código moral. Além de observar as leis estabelecidas, o que ele diz e faz não está sujeito a um padrão de julgamento mais elevado.
Mas se a nossa espiritualidade nos levou à convicção de que existe um Deus, que é o Juiz final de nossa vida na terra, então devemos administrar isso ao nosso comportamento pessoal, à nossa ética e valores profissionais, bem como ao nosso compromisso com a dignidade humana, justiça e compaixão. A maneira c omo nos conduzimos nas transações comerciais, no trato com empregados, colegas de trabalho, fornecedores, clientes e acionistas e servimos nossa comunidade, deve representar um transbordamento de nossas crenças e convicções mais íntimas.
A Bíblia diz: “Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio d'Ele graças a Deus Pai... Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo” (Colossenses 3.17; 2 3-24).
Jesus apresentou esta aguda observação a Seus seguidores sobre administração pessoal: “Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito. Assim, se vocês não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem lhes confiará as verdadeiras riquezas?” (Lucas 16.10-11).
Separar crenças e convicções espirituais da prática diária significa negar a verdadeira identidade.
Próxima semana tem mais!
Texto de Robert J. Tamasy , vice-presidente de comunicações da Leaders Legacy, corporação beneficente com sede em Atlanta. Georgia, USA. C om mais de 30 anos de trabalho como jornalista, é co-autor e editor de nove livros. Tradução de Mércia Padovani . Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes ( fortes@cbmc.org.com )
MANÁ DA SEGUNDA ® é uma refelxão semanal do CBMC - Conecting Business and Marketplace to Christ, organização mundial, sem fins lucrativos e vínculo religioso, fundada em 1930, com o propósito de compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo com a comunidade profissional e empresarial. © 2008 - DIREITOS RESERVADOS PARA CBMC BRASIL - E-mail: liong@cbmc.org.br -Desejável distribuição gratuita na íntegra. Reprodução requer prévia autorização. Disponível também em alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e japonês.
Questões Para Reflexão ou Discussão
. Você Já tinha ouvido falar de William Wilberforce? Sabia da influência que as convicções espirituais dele exerceram em favor da justiça e das vítimas do comércio de escravos?
. Que acha do conselho dado a Wilberforce: “Humildemente sugerimos que o senhor faça ambas as coisas”?
. Suas convicções espirituais estão separadas de sua conduta no ambiente de trabalho ou elas exercem influência sobre a forma como diariamente realiza seu trabalho?
. Que desafios podem nos impedir de efetivamente integrar nossas crenças espirituais ao trabalho e atividade cotidianos no meio secular?
Se desejar considerar outros textos da Bíblia sobre o tema veja: Salmos 139.1-10; Provérbios 28.14; I Coríntios 3.9-15.
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