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REFLEXÕES
DE FIM DE ANO
"Portanto, meus amados
irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes
na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho
não é vão." (I Cor 15:58)
Dezembro é um mês turbulento e cheio de emoções
que nos envolve com situações peculiares ao
término do ano.
Somos levados a reflexões profundas, que afloram naturalmente
em razão do fim de mais uma etapa de nossa vida, para
verificação dos resultados que alcançamos
na execução dos projectos estabelecidos no início
do período.
São os balanços inevitáveis que temos
de fazer e que, muitas vezes, nos levam a decepções
e frustrações contundentes.
Embora seja o mês de muitas festas e manifestações
de falsa alegria, a verdade é que as conclusões
a que chegamos nem sempre são animadoras!
No turbilhão de nossas reflexões mentais constatamos
os tremendos fracassos que tivemos e a inutilidade de muitas
de nossas iniciativas e atuações!
E o pior de tudo é que acabamos por perceber que a
história se repete a cada ano!
São as contingências da vida humana, sustentada,
apenas, pelos nossos precários e enganosos valores
pessoais e materiais, nos quais tanto confiamos e dos quais
nos valemos para as nossas realizações, evidência
incontestável do nosso orgulho e de nossa reprovável
auto-suficiência.
Apenas castelos de cartas, em alicerces de areia movediça,
que não resistem aos impactos inevitáveis das
adversidades!
No meio de tantas reflexões negativas e frustrantes
gostaria de sugerir uma reflexão positiva que pode
mudar esse quadro sombrio e nos estimular a um novo curso
na história da nossa vida, que nos há de levar,
com segurança, a realizações compensadoras
e de valor incontestável.
Creio que o momento cronológico de Dezembro presta-se
bem para uma reflexão profunda sobre esse texto supra.
Na versão BV o texto diz: "Portanto,
meus queridos irmãos, já que é certa
a vitória futura, sejamos fortes e firmes, sempre produzindo
muito no trabalho do Senhor, pois vocês sabem que nada
do que vocês fazem para o Senhor é desperdiçado,
como aconteceria se não houvesse ressurreição".
Vejamos alguns aspectos:
1. - "Portanto"
Por causa da ressurreição de Cristo e da nossa,
sabemos que servi-lo não é atividade vazia e
inútil. Nossas REFLEXÕES DE FIM DE ANO devem
ter como base a certeza irremovível do facto incomparável
da "ressurreição". Nessa certeza deve-se
fundamentar a nossa disposição de fazer de nossa
vida uma profícua actuação da realização
do projecto de Deus para nós. O que valerá como
património de real valor há de ser o que nós
nos dispusermos a fazer para o Senhor, na Sua Soberana vontade
e na Sua indispensável dependência.
2. - "sede firmes"
Uma crença firme na ressurreição e uma
esperança definida quanto ao futuro dão incentivo
para o serviço no presente. Firme é o que é
fixo, sólido e seguro. Tem a ver com robustez, força,
intrepidez, constância, perseverança, determinação
e pronta decisão. A "firmeza" é o
fundamento, ou o alicerce robusto das nossas realizações
vitoriosas. O que dá firmeza à nossa postura
cristã realizadora é, em primeiro lugar, a Palavra
de Deus. A firmeza se acentua na medida em que aprofundamos
mais e mais as raízes que dão base à
nossa atuação cristã na indestrutível,
viva e eficaz Palavra de Deus. Em segundo lugar, a manifestação
da nossa fé incondicional em Deus e no que Ele diz.
3. - "inabaláveis"
Inabalável é o que é resistente a tudo
e todos. É o inquebrantável. É o corajoso,
que se manifesta intrépido, imperturbável, inalterável,
sereno, inexorável e insensível às investidas
malignas. É o que não se verga, quando os ventos
são muito fortes; o que não cai apesar do terramoto
das adversidades e das oposições; que não
se dobra aos impactos das inverdades, sofismas e injunções
maliciosas; que não se rende perante as ameaças
do inimigo. A plenitude do Espírito garante isso.
4. - "sempre abundantes"
Com diz BV: "sempre produzindo muito no trabalho do Senhor".
O que Deus mais deseja é que produzamos muito fruto
(Sl 1:3; Jo 15:5, 16). Isso depende de uma
perfeita sintonia com o Senhor e dependência total d'Ele.
Note, no texto, o advérbio de tempo: "sempre".
A nossa produtividade espiritual deve ser contínua.
O pecado não confessado anula essa produtividade permanente.
5. - "no Senhor, o vosso
trabalho não é vão"
Como diz a BV, sabemos que nada do que fazemos para o Senhor
é desperdiçado. Nosso esforço estará
sendo investido na causa vencedora do Senhor. Ele, também,
nos recompensará na Sua segunda vinda (Mt 25:21;
Lc 19:17).
Jayro Gonçalves
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